Cantão: COVID-19

Conheça os constrangimentos, medidas de relançamento da economia e oportunidades de negócio em Cantão decorrentes da COVID-19.

MEDIDAS GOVERNAMENTAIS DE RELANÇAMENTO ECONÓMICO E APOIO ÀS EMPRESAS

  • Na 170ª conferência de imprensa da retoma da prevenção e controlo de epidemias, realizada a 24 de agosto (relativa ao desenvolvimento da indústria automóvel de Guangzhou), Chen Jianhua, economista-chefe do Escritório Municipal de Indústria e Tecnologia da Informação de Guangzhou, disse que Guangzhou irá delinear e construir um cluster automóvel de classe mundial que até 2025 chegará a 1 trilião de yuans;
  • O projeto da Grande Baía de Guangdong, Hong Kong e Macau (GBA) deverá atrair mais bancos multinacionais à medida que é desenvolvido um centro de investimento internacional dinâmico. Os comentários aconteceram depois de o Standard Chartered Bank ter anunciado na segunda-feira (20/07) que estabelecerá uma sede no Centro Comercial Internacional de Guangzhou em Tianhe, província de Guangdong, com um investimento total de 40 milhões de US$;
  • A cidade costeira de Xiamen, província de Fujian, leste da China, concordou em aprofundar a cooperação com a China Lithium Battery Technology Company (CALB) na produção de baterias de lítio - linha de produção de baterias de íon-lítio no valor de 10 mil milhões de yuans.
  • Durante os primeiros 8 meses não só as compras online aumentaram mais de 20% na província de Guangdong, como também as vendas cresceram 0.2%, indicando claramente uma acelerada recuperação económica;
  • Os primeiros 8 meses do ano de 2020 também foram de capitalização de investimento em algumas zonas da China. O investimento doméstico e estrangeiro em Dongguan aumentou em quase 50% o valor referente ao mesmo período do ano transato.

 

QUAIS OS PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS NO MERCADO

  • Foi discutida, na reunião do Consular Affairs do Sul da China, a possibilidade de não existirem voos comerciais regulares para a China até outubro. (política "five one", isto é, em cada 5 voos semanais para determinado destino, apenas se realizará 1). A maioria das companhias aéreas continua a efetuar um voo semanal para Cantão com a necessidade obrigatória da realização do teste para o despiste do Covid-19, tanto na chegada como na partida;
  • Até ao momento ainda não existe confirmação oficial quanto à possibilidade de emissão de vistos turísticos, tanto por parte da China, como por parte da parte da União Europeia para a livre circulação de pessoas entre ambos os territórios, mantendo-se a emissão de vistos excecionais para estudantes, reunião familiar e outros casos ocasionais previstos na lei, sendo que quem tem visto válido não necessita de renovar o mesmo.
  • Até ao momento ainda não existe confirmação oficial quanto à possibilidade de emissão de vistos turísticos, tanto por parte da China, como por parte da parte da União Europeia para a livre circulação de pessoas entre ambos os territórios, mantendo-se a emissão de vistos excecionais para estudantes, reunião familiar e outros casos de exceção previstos na lei;
  • O maior constrangimento neste momento são os diversos (e pouco claros) períodos de quarentena presentes em território chinês. Isto faz com que seja difícil agendar viagens internas, e sobretudo, viagens externas para entrada neste território asiático;
  • A lista de países para os quais a União Europeia decidiu abrir as fronteiras não inclui a China. Esta só será incluída em caso de reciprocidade para com a entrada de cidadãos da União Europeia em território chinês;

 

NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO DECORRENTES DO PÓS-COVID E CONSELHOS UTEIS ÀS EMPRESAS

  • Mercado online chinês - a potencialidade e a afirmação do mercado online chinês é gigantesca (especificamente plataformas de compra online como a Tmall, a JD.com, entre outras) sendo que existe uma clara maior abertura para a venda de produtos nacionais em solo chinês;
  • Mercado de Equipamentos Médicos – devido ao infortúnio da necessidade suplementar deste tipo de produtos é natural que esta área se encontre reforçada com oferta e procura por investimento. Será importante perceber-se o interesse luso neste setor;
  • Hidrogénio – A tecnologia ligada ao hidrogénio poderá ser um setor com oportunidades neste mercado, bem como a definição do que temos para oferecer, de modo a ser delineada uma estratégia para abordar este mercado, que muito está a fazer, principalmente com outros parceiros europeus;
  • Educação – São vários os institutos superiores portugueses que tem acordos de cooperação com universidades chinesas, especialmente no sul da China (casos do ISCTE, da Southern Medical University de Guangzhou e do Kingold Training College). Mais recentemente também a Universidade de Lisboa entrou neste leque e em parceria com a Faculdade de Motricidade Humana e com o Sport Lisboa e Benfica, acordaram prestar apoio tecnológico, desportivo e infraestrutural ao Colégio Internacional de Hainan;
  • Mercado Alimentar - China e Macau, alegadamente, alargaram critérios de origem de produtos que beneficiam da isenção das taxas aduaneiras, medida que pode ser estimulante para as empresas portuguesas. "O acordo CEPA, é essencialmente composto por medidas de facilitação, promovendo o comércio na Grande Baía de Guangdong-Hong Kong-Macau, (abrangendo todo o interior da China) elevando o nível de facilitação do comércio na região";
  • Mercado Vinícola – ficou patente com o webinar - Master Class Setor Alimentar na China (organizado pela AICEP e pela Associação de Alimentos Importados de Guangdong (China)) que este setor pode ser "frutífero " caso Portugal e os produtores portugueses ocupem uma posição mais dominante e mais marcante no mercado chinês, contudo carece de mais promoção junto do consumidor final (algo que ficou ainda mais evidente depois da visita efetuada à Interwine 2020);
  • Em reunião com o Consórcio FAW-VW, o presidente da parte alemã referiu a importância dos incentivos fiscais dados pelo governo chinês para dinamização da produção (e venda) de veículos;
  • As rotas comerciais do Mar do Sul da China são, de acordo com as informações disponibilizadas pelo conselho de Relações Exteriores Chinês, de mais de US$ 5,3 triliões de dólares em navegação, sendo que US$ 1,2 trilião deste comércio pertence aos Estados Unidos. Com o projeto BRI isto terá tendência para uma dominância ainda mais forte e visível. Para Portugal em particular, e tendo em conta que se encontra numa posição geográfica estratégica entre ambas estas potências mundiais, seria importante capitalizar esta vantagem geográfica em algo real e palpável;
  • A União Europeia e a China reafirmaram o seu objetivo de concluir as negociações de investimento relativas a acordos bilaterais, antes do final do ano e concordaram em reforçar a cooperação no desenvolvimento verde e no setor digital durante uma reunião de líderes que decorreu a 14/09. Neste encontro, a União Europeia e a China assinam um acordo que protege as indicações geográficas europeias. Esta lista inclui seis denominações portuguesas - cinco relativas a vinhos e a Pêra Rocha.
  • A nível de investimento no exterior. o foco chinês está, mais do que nunca, orientado numa estratégia de “fusões e aquisições” especialmente nas áreas de Fintech, Inteligência Artificial, Saúde, Farmacêutica, infraestruturas e Smart Cities.
  • Preparação de mostra/exposição de produtos portugueses em Cantão, a acontecer no mês de novembro.

 

SITES RELEVANTES A CONSULTAR

http://wsjkw.gd.gov.cn/

http://www.gz.gov.cn/

http://english.customs.gov.cn/

https://www.cantao.consuladoportugal.mne.pt/pt/

http://www.gov.cn

http://www.xinhuanet.com/english/

https://jornaleconomico.sapo.pt/noticias/novos-criterios-aduaneiros-macau-china-podem-ser-estimulantes-para-portugal-afirma-associacao-608101

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