Pequim: COVID-19

Conheça os constrangimentos, medidas de relançamento da economia e oportunidades de negócio em Pequim decorrentes da COVID-19.

MEDIDAS GOVERNAMENTAIS DE RELANÇAMENTO ECONÓMICO E APOIO ÀS EMPRESAS

  • Empresas estatais com ordens para aumentar taxas de recrutamento durante os próximos dois anos;
  • Aumento de estágios para beneficiar estudantes trabalhadores.
  • Durante o primeiro semestre do ano, os cortes fiscais do Governo chinês totalizaram 1 500 mil milhões de yuans, avançou a State Taxation Administration of China, dos quais 894,1 mil milhões de yuans resultantes de medidas de relançamento económico pós-covid (In Global Times).
  • Também no decorrer do primeiro semestre, State Taxation Administration of China concedeu isenções e reduções de taxas à exportação, no total de 812,8 mil milhões de yuans (In Global Times).
  • Subsidiarização da produção e postos de trabalho, permitindo a manutenção de emprego e a recuperação do tecido industrial – Contudo, as quantidades produzidas pela indústria não refletem a oferta, contribuindo deste modo para um aumento dos inventários;
  • Nos primeiros meses do ano foram estabelecidos mecanismos alfandegários de facilitação às exportações chinesas, pela redução de custos dos serviços e agilização d processos;
  • Reforço do investimento no setor da construção à semelhança do modelo de crescimento económico seguido pela China durante a última década;
  • Injeção de liquidez no mercado pela concessão de crédito e redução das reservas de capital da banca comercial;
  • Isenção temporária de pagamento de segurança social e impostos às empresas, e contribuintes individuais nas regiões mais afetadas, progorrada até março de 2021.

 

QUAIS OS PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS NO MERCADO

  • Transportadoras aéreas limitadas a 1 voo internacional por semana.
  • Instituto Municipal de Estatística de Pequim divulgou recentemente que o PIB deste município contraiu 3,2% durante o primeiro semestre, por comparação com período homólogo de 2019. No tocante às indústrias primárias, o setor de energia e produção térmica caiu 1,4%, a indústria automóvel 3,2% e a indústria farmacêutica 4,4%. No setor terciário, com um peso de cerca de 83% na criação de riqueza deste Município, os segmentos mais afetados foram comércio por grosso e a retalho, com uma quebra de 10,1%, transporte (13,6%) e logística 10,1%.
  • No município de Pequim, o investimento em ativos fixos também sofreu uma quebra de 1,5%. Os investimentos em infraestruturas caíram 20,1%. Nos setores primário, secundário e terciário a quebra de investimentos foi de 16,1%, 44% e 3,6%, respetivamente.
  • Relativamente aos indicadores sobre consumo, o mesmo Instituto revela uma quebra geral de 13% entre janeiro e junho, por comparação com período homólogo do ano passado. As vendas totais de bens de consumo por retalho sofreram uma queda de 16,3% para os 597,3 mil milhões de yuans, com destaque para as vendas de bens alimentares e bebidas que caíram 46,2%, ao passo que as vendas por retalho com recurso a plataformas digitais aumentaram 25,8%. O consumo de serviços contraiu 20%.
  • O Comércio Externo chinês contraiu 3,2% no primeiro semestre do ano, tendo por referência o período homólogo do ano passado. As exportações sofreram um decréscimo de 3,0% e as importações regrediram 3,3% (in General Administration of Customs of China).
  • Durante o primeiro semestre de 2020, na indústria têxtil, o Ministério da Indústria e Tecnologias de Informação da República Popular da China (MIIT) informou que receita agregada das maiores empresas contraiu 16,39%, e os lucros 27,34%, face a igual período de 2019.
  • Verificam-se fortes constrangimentos na participação de empresas e representantes em feiras e outros eventos de promoção realizados neste país, devido à impossibilidade de cidadãos estrangeiros se deslocarem à China por este motivo. Como exemplo desta contenda, a Feira Internacional de Importações de Xangai (CIIE), prevista para o próximo mês de novembro, não terá este ano um espaço dedicado a pavilhões nacionais e nela deverão participar apenas empresas já presentes e com representantes ou parceiros locais que atualmente se encontram em solo chinês.

 

NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO DECORRENTES DO PÓS-COVID E CONSELHOS UTEIS ÀS EMPRESAS

Aconselha-se às empresas nacionais que tenham especial atenção na aquisição de materiais e equipamentos médicos chineses devido ao aumento substancial do número de diferendos entre empresas portuguesas e chinesas, com estas últimas a não cumprirem condições contratualizadas e previamente pagas pelas empresas portuguesas alegando escassez de matérias-primas ou mudanças na legislação.

Noutro contexto, as empresas deverão estar preparadas para não poderem realizar visitas de prospeção ao mercado durante porventura todo o ano de 2020, necessitando de se adaptarem rapidamente aos novos meios digitais amplamente utilizados na China, incluindo participação em feiras e eventos online e vídeo-chamadas com parceiros ou potenciais parceiros locais.

Aos produtores nacionais que exportam bens agroalimentares para o mercado chinês, aconselha-se o reforço do controlo das mercadorias expedidas. As autoridades alfandegárias chinesas têm vindo nos últimos meses a aumentar o controlo, depois de terem detetado covid-19 em embalagens e contentores de camarão e asas de frango congeladas provenientes do Equador e do Brasil.

Por fim, releva-se a crescente importância dos canais de vendas on-line na China. Tratando-se de um meio altamente competitivo, as empresas não deverão ainda assim descurar esta aposta neste canal de vendas que mais cresce na China e que ganhou ainda maior peso durante a pandemia.

 

SITES RELEVANTES A CONSULTAR

People´s Daily:
http://en.people.cn

Ministério do Comércio da República Popular da China:
http://english.mofcom.gov.cn

Comissão Nacional do Desenvolvimento e Reformas da República Popular da China:
https://en.ndrc.gov.cn

Conselho de Estado da República Popular da China:
http://english.www.gov.cn

China Daily:
http://www.chinadaily.com.cn

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