Pequim: COVID-19

Conheça os constrangimentos, medidas de relançamento da economia e oportunidades de negócio em Pequim decorrentes da COVID-19.

MEDIDAS GOVERNAMENTAIS DE RELANÇAMENTO ECONÓMICO E APOIO ÀS EMPRESAS

  • Redução de custos de eletricidade para o tecido industrial das zonas mais afetadas;
  • Subsídios às empresas para manutenção e criação de novos postos de trabalho;
  • Redução de custos dos serviços portuários, facilitação de processos de desalfandegamento e despacho aduaneiro e redução de outros processos burocráticos em relação ao comércio externo;
  • Forte injeção de liquidez no mercado pela concessão de créditos, também possível pela redução de quotas à banca comercial permitindo assim o aumento do crédito concedido sobretudo às PMEs;
  • Redução de taxas de juro;
  • Aumento do investimento público em setores chave da economia chinesa, entre eles o farmacêutico, 5G, mobilidade elétrica, serviços da cloud, inteligência artificial, as apelidadas “novas infraestruturas”;
  • Prolongamento do prazo de pagamento da Segurança Social;
  • Corte de 130 milhões de yuans nas rendas de empresas ligadas à cultura;
  • Empresas estatais irão aumentar taxas de recrutamento durante os próximos dois anos;
  • Aumento de estágios para beneficiar estudantes trabalhadores.
  • Durante o primeiro semestre do ano, os cortes fiscais do Governo chinês totalizaram 1 500 mil milhões de yuans, avançou a State Taxation Administration of China, dos quais 894,1 mil milhões de yuans resultantes de medidas de relançamento económico pós-covid (In Global Times).
  • Também no decorrer do primeiro semestre, State Taxation Administration of China concedeu isenções e reduções de taxas à exportação, no total de 812,8 mil milhões de yuans (In Global Times).

 

QUAIS OS PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS NO MERCADO

  • Transportadoras aéreas limitadas a 1 voo internacional por semana.
  • Instituto Municipal de Estatística de Pequim divulgou recentemente que o PIB deste município contraiu 3,2% durante o primeiro semestre, por comparação com período homólogo de 2019. No tocante às indústrias primárias, o setor de energia e produção térmica caiu 1,4%, a indústria automóvel 3,2% e a indústria farmacêutica 4,4%. No setor terciário, com um peso de cerca de 83% na criação de riqueza deste Município, os segmentos mais afetados foram comércio por grosso e a retalho, com uma quebra de 10,1%, transporte (13,6%) e logística 10,1%.
  • No município de Pequim, o investimento em ativos fixos também sofreu uma quebra de 1,5%. Os investimentos em infraestruturas caíram 20,1%. Nos setores primário, secundário e terciário a quebra de investimentos foi de 16,1%, 44% e 3,6%, respetivamente.
  • Relativamente aos indicadores sobre consumo, o mesmo Instituto revela uma quebra geral de 13% entre janeiro e junho, por comparação com período homólogo do ano passado. As vendas totais de bens de consumo por retalho sofreram uma queda de 16,3% para os 597,3 mil milhões de yuans, com destaque para as vendas de bens alimentares e bebidas que caíram 46,2%, ao passo que as vendas por retalho com recurso a plataformas digitais aumentaram 25,8%. O consumo de serviços contraiu 20%.
  • O Comércio Externo chinês contraiu 3,2% no primeiro semestre do ano, tendo por referência o período homólogo do ano passado. As exportações sofreram um decréscimo de 3,0% e as importações regrediram 3,3% (in General Administration of Customs of China).

 

NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO DECORRENTES DO PÓS-COVID E CONSELHOS UTEIS ÀS EMPRESAS

A Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Reformas da China apresentou recentemente plano de desenvolvimento económico e social do país para 2020. Neste plano, enquadra-se o forte aumento do investimento público em novas infraestruturas. Concretamente, na rede 5G, TICs, internet industrial, internet por satélite, inteligência artificial, cloud, blockchain, centros de dados, centros de computação inteligente, infraestruturas inteligentes energéticas e de transporte que manifestamente envolvem a mobilidade elétrica, e infraestruturas de apoio à investigação científica e do desenvolvimento tecnológico industrial.

A aposta nestas áreas trará seguramente novas oportunidades de negócio para as empresas estrangeiras, ainda que estas oportunidades não se assemelhem em algum momento às oportunidades que as empresas domésticas e empreendedores chineses encontrarão. O modelo protecionista chinês procurará seguramente que a esmagadora fatia deste investimento seja aproveitado pelas suas empresas, como é atributo deste Estado nas mais diversas áreas da sua economia, e ainda para mais nestas áreas emergentes que se cruzam diretamente com a transmissão e gestão de informação e comunicações, que na China são das áreas em que as empresas estrangeiras mais barreiras de acesso ao mercado enfrentam.

Contudo, o mercado chinês revela uma dimensão tal que haverá certamente espaço para as empresas portuguesas e estrangeiras operarem em certa medida e beneficiarem também elas do investimento público chinês, ao mesmo tempo que o Governo Chinês reconhece que a recuperação económica do seu país não dependerá apenas de investimento público mas também, imprescindivelmente, de outras fontes mais sustentáveis de investimento no longo prazo, nomeadamente o investimento proveniente do estrangeiro.

Aconselha-se às empresas nacionais que tenham especial atenção na aquisição de materiais e equipamentos médicos chineses devido ao aumento substancial do número de diferendos entre empresas portuguesas e chinesas, com estas últimas a não cumprirem condições contratualizadas e previamente pagas pelas empresas portuguesas alegando escassez de matérias-primas ou mudanças na legislação.

Noutro contexto, as empresas deverão estar preparadas para não poderem realizar visitas de prospeção ao mercado durante porventura todo o ano de 2020, necessitando de se adaptarem rapidamente aos novos meios digitais amplamente utilizados na China, incluindo participação em feiras e eventos online e vídeo-chamadas com parceiros ou potenciais parceiros locais.

Aos produtores nacionais que exportam bens agroalimentares para o mercado chinês, aconselha-se o reforço do controlo das mercadorias expedidas. As autoridades alfandegárias chinesas têm vindo nos últimos meses a aumentar o controlo, depois de terem detetado covid-19 em embalagens e contentores de camarão e asas de frango congeladas provenientes do Equador e do Brasil.

 

SITES RELEVANTES A CONSULTAR

People´s Daily:
http://en.people.cn

Ministério do Comércio da República Popular da China:
http://english.mofcom.gov.cn

Comissão Nacional do Desenvolvimento e Reformas da República Popular da China:
https://en.ndrc.gov.cn

Conselho de Estado da República Popular da China:
http://english.www.gov.cn

China Daily:
http://www.chinadaily.com.cn

Texto template inserido por JS

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