Colômbia : COVID-19

Conheça os constrangimentos, medidas de relançamento da economia e oportunidades de negócio na Colômbia decorrentes da COVID-19.

MEDIDAS GOVERNAMENTAIS DE RELANÇAMENTO ECONÓMICO E APOIO ÀS EMPRESAS

1ª fase - iniciada no mês de maio:

  • Reativação dos setores da manufatura e da construção, através da aplicação de medidas de prevenção de propagação do vírus. Atividades produtivas autorizadas: Fabrico de produtos têxteis, Confeção de peças de vestuário, Produtos de couro, Transformação de madeira, de papel, cartão e seus produtos, Indústria química, fabrico de produtos a partir de metal, Fabrico de aparelhos e equipamentos elétricos. Contudo, em Bogotá, o setor da construção é reativado com protocolos adicionais de biossegurança e o setor da manufatura é reativado a partir de 11 de maio, de forma gradual;
  • Criação de uma plataforma tecnológica denominada "Yo me quedo en mi negócio/Eu continuo o meu negócio", com o objetivo de promover a oferta de micro, pequenas e médias empresas, partilhar informações setoriais e notícias relevantes para a atividade empresarial, e disponibilizar ferramentas tecnológicas a empresários locais.
  • Reativação dos transportes públicos rodoviários urbanos com 100% da frota em determinados horários, mediante limitação obrigatória de capacidade a 35% de ocupação;

2ª fase - iniciada após 11 de maio:

  • Reativação de mais atividades económicas: fabrico de mobiliário, colchões e estrados; veículos motorizados; artigos informáticos, eletrónicos e óticos; manutenção e reparação de veículos; manutenção e reparação de equipamentos eletrónicos e tecnológicos; comércio (grossista e retalhista) de veículos, partes, peças e acessórios; comércio (grossista) de mobiliário e utensílios domésticos e têxteis; comércio (grossista) de máquinas e equipamentos; comércio (retalhista) de produtos para animais de estimação; comércio (retalhista) de materiais de construção; comércio de combustíveis, óleos, aditivos e produtos de limpeza para veículos automotores em estabelecimentos especializados; venda de livros, jornais, artigos de papelaria e escritório em estabelecimentos especializados; serviços de lavandaria ao domicílio; atividades relacionadas com a operação de estabelecimentos que prestam serviços de manutenção de veículos de transporte, equipamentos, máquinas agrícolas ou de pesca; e centros de diagnóstico automóvel;
  • Antecipação da aplicação da medida que concederá 3 dias sem IVA, aplicáveis em determinados produtos, comprados em lojas físicas ou virtuais. 3 dias em que as vendas de determinados produtos decorrem isentas de IVA: 19 de junho, 3 de julho e 19 de julho (última data foi entretanto prorrogada). Esta medida estava prevista antes do impacto da pandemia, contudo, foi antecipada para que o comércio e os consumidores usufruam mais rapidamente do seu efeito. Os resultados alcançados no 1º dia sem IVA parecem notáveis do ponto de vista económico, com elevadas taxas de crescimento - superior a 100% para todas as tipologias de produtos - das vendas de artigos, comparativamente a 2019;
  • Implementação do selo de biossegurança para atividades do setor do turismo, em articulação com a OMT. Esta medida terá, previsivelmente, uma aplicação semelhante à prática já a vigorar em Portugal;

3ª fase - em implementação desde 1 de junho:

  • Anúncio do "Confinamento Preventivo Inteligente". Reativação de algumas atividades comerciais / centros comerciais piloto, com limitações de capacidade e aplicação de protocolos de biossegurança obrigatórios, visando uma gradual reativação produtiva (mas não da vida social) e a diferentes velocidades, devido à continuidade da quarentena obrigatória nacional (até 01 de agosto) e à autonomia do poder local para decisão sobre as autorizações a conceder. No caso de Bogotá, não se previu uma reativação de atividades comerciais, em pleno, pelo menos até ao final do mês de agosto. Reativação de novas atividades como salões de beleza e estabelecimentos comerciais, mediante o cumprimento de horários de trabalho diferentes do habitual, de forma a minimizar a concentração populacional a circular na cidade;
  • Isenção de IVA aplicável a todas as atividades turísticas e de hotelaria, até 31 de dezembro.
  • Alterações aplicáveis ao 2º dia sem IVA no país, que previsivelmente serão mantidas para o 3º dia sem IVA, entretanto adiado face ao aumento significativo de número de casos da pandemia, de forma a promover a compra online e a encomenda/compra prévia de produtos (a faturar no dia associado à medida de isenção de IVA e com entrega nesse dia ou posteriormente).
  • Autorização para a realização de voos piloto (voos internos), mediante o cumprimento de protocolos de biossegurança.
  • Na capital do país, Bogotá: anunciado plano de recuperação que contempla congelamento do imposto predial para famílias e empresas sediadas na cidade. Possibilidade de pagamento do imposto em quatro prestações durante o próximo ano, sendo possível diferir o pagamento em 2021 tal como está a acontecer em 2020.
  • Na capital do país, Bogotá: para contribuintes que reportem perdas em 2020, será aplicada uma redução progressiva (tabelada) do imposto de indústria e comércio (ICA) em 2021.
  • 4ª fase, confinamento preventivo responsável, iniciada em 1 de setembro: reativação de mais atividades comerciais não essenciais, condicionadas a validações do cumprimento de protocolos de segurança.

 

QUAIS OS PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS NO MERCADO

  • Encerramento do espaço aéreo internacional, à exceção de transporte de carga e voos humanitários/especiais, até serem implementados acordos bilaterais, em função da região. Executivo colombiano já iniciou este processo relativamente ao continente americano.
  • Apesar da reativação do transporte aéreo nacional, desde 1 de julho, a circulação de passageiros residentes no país ainda decorre extremamente condicionada pela vigência de um confinamento ainda praticamente generalizado. Autorizada a retoma de viagens internas, terrestres, marítimas, fluviais e aéreas.
  • Necessidade de reforço de segurança em algumas operações;
  • A logística representa, em vários setores, um relevante custo de contexto no acesso ao mercado;
  • Suspensão de todas as atividades educativas, culturais, desportivas e que impliquem retoma da vida social;
  • Necessidade reforçada de adesão ao teletrabalho para proteger a vida e a saúde. Na administração pública, o teletrabalho é privilegiado durante o período de emergência e é a opção para 80% dos funcionários públicos, o que poderá atrasar processos já habitualmente morosos e burocráticos;
  • Suspensão de projetos de investimento a iniciar ou em curso;
  • O valor do peso colombiano (COP) face ao dólar americano (USD) e ao euro (€) dificulta ainda mais o processo de importação de matérias-primas, produtos e serviços europeus. A sua volatilidade tem demonstrado uma trajetória de depreciação acentuada.
  • Aumento do número de empresas encerradas, cujo encerramento é definitivo. Na restauração – setor apenas autorizado a realizar entregas ao domicílio – a Associação Colombiana da Indústria Gastronómica refere que o número de estabelecimentos encerrados definitivamente já atingiu os 30% das empresas, de acordo com o grémio representativo do setor.

 

NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO DECORRENTES DO PÓS-COVID E CONSELHOS UTEIS ÀS EMPRESAS

  • Fornecimento de Equipamentos de Proteção Individual e outros equipamentos médicos no âmbito do combate à pandemia;
  • Atividades associadas ao Comércio Eletrónico, em marketplaces como o Mercado Libre, entre outros;
  • Trading de produtos locais/regionais para países da região;
  • Aplicações tecnológicas para a desmaterialização de processos, com implicações diretas em ganhos de eficiência;
  • Mobilidade quer de transportes individuais como bicicletas e respetivos acessórios, quer de transportes coletivos movidos a energias mais limpas;
  • Produtos agroalimentares diferenciadores e a preços competitivos para o mercado.

Apesar da vigência do estado de emergência nacional até 1 de setembro de 2020 e consequente impedimento para se deslocarem à Colômbia – tão relevante num mercado em que o relacionamento tem um papel extremamente decisivo – aconselha-se as empresas a analisarem o mercado e respetivos comportamentos de consumo pré e pós covid-19.

 

SITES RELEVANTES A CONSULTAR

Website institucional do Governo colombiano:
coronaviruscolombia.gov.co

Website Ministério do Comércio, Indústria e Turismo:
mincit.gov.co

Publicação económica:
portafolio.co

Publicação económica:
larepublica.co

Marketplace ecommerce referência:
mercadolibre.com.co

Publicação tendências económicas:
lanotaeconomica.com.co

Market Intelligence para comércio internacional:
sicex.com

Plataforma para fornecimento de EPI:
ungrd.azurefd.net/registro

Nota: Tendo em conta o rápido desenvolvimento da pandemia COVID-19 e dos seus impactos na economia dos diversos países, a informação constante nesta página poderá não corresponder à totalidade da informação do mercado disponível e poderá ficar temporariamente desatualizada.

Última atualização: 8 de outubro de 2020.

Próxima atualização: 19 de novembro de 2020.

As empresas clientes da AICEP poderão contactar os respetivos Gestores de Cliente que lhes poderão fornecer informação adicional ou mais detalhada.

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