EUA: COVID-19

Conheça os constrangimentos, medidas de relançamento da economia e oportunidades de negócio nos EUA decorrentes da COVID-19.

MEDIDAS GOVERNAMENTAIS DE RELANÇAMENTO ECONÓMICO E APOIO ÀS EMPRESAS

Até à data o governo americano já implementou 3 programas de apoio e estímulo à economia americana:

  • Fase 1, HR 6074 - Coronavirus Preparedness and Response Supplemental Appropriations Act - foi promulgada no dia 6 de março e contempla USD 8,3 mil milhões em financiamento de emergência para autoridades que já se encontravam no combate de contenção da propagação do coronavírus e aloca 3 mil milhões para investigação de vacinas.
  • Fase 2, HR 6201 – Families First Coronavirus Response Act – foi promulgada no dia 18 de março e contempla US$ 192 mil milhões para financiar licenças médicas pagas, testes gratuitos de coronavírus, assistência alimentar ampliada, benefícios adicionais aos fundos de desemprego e fundos para que os empregadores forneçam proteção adicional para os profissionais de saúde.
  • Fase 3, HR 758 – Cares Act – assinada a 27 de março no valor de US 2,2 biliões de dólares ($2.2 trillion), representa um pacote de ajuda económico ainda mais forte do que aplicado na crise de 2008. Alguns dos componentes deste plano: 250 Mil milhões de dólares para pagamento ao individuais e famílias - Pagamentos em dinheiro até 1.200 dólares para indivíduos, 2.400 dólares para casais e 500 dólares por filho, reduzidos se um indivíduo ganhar mais de 75 mil ou um casal ganhar mais de 150 mil dólares. Quem ganhar mais de 99 mil dólares ao ano não terá direito a este subsídio; 350 Mil milhões de dólares para empréstimos a pequenas empresas - Fundo de 350 mil milhões para pequenas empresas para mitigar demissões e apoiar a folha de pagamento; 500 Mil milhões de dólares para Indústria – Disponíveis para o Departamento do Tesouro para fazer empréstimos, garantias e investimentos para ou em indústrias danificadas pela pandemia. Requer que os recebedores de empréstimos não comprem ações de volta durante o prazo de vencimento do empréstimo e que os executivos ou funcionários que faturaram mais de USD 425.000 em 2019 não obtenham aumentos pelos próximos dois anos. Requer ainda planos de saúde em grupo e provedores de seguros para cobrir, sem compartilhamento de custos, qualquer serviço preventivo do coronavírus, bem com um crédito fiscal mediante a retenção de funcionários; 240 Mil milhões de dólares para assistência médica; 75 Mil milhões em ajuda a hospitais; 20 Mil milhões em cuidados de saúde para veteranos; 20 Mil milhões para alívio emergencial de transporte público; 10 Mil milhões para assistência em aeroportos; 4,5 Mil milhões para os Centros de Controle e Prevenção de Doença; Auxílio de 50 mil milhões para companhias aéreas na forma de empréstimos ou doações e outros USD 8 mil milhões para transportadoras de carga; Auxílio de 17 mil milhões para “negócios não especificados críticos para manter a segurança nacional”; 250 Mil milhões de dólares para reforçar o fundo desemprego - Reforçar os fundos de desemprego, que poderia potencialmente adicionar 600 dólares por semana até quatro meses, além do que cada estado daria aos beneficiários
  • Fase 3.5, HR 266 - Paycheck Protection Program and Health Care Enhancement Act – assinada a 24 de Abril serve como financiamento provisório para partes do CARE ACT. Especificamente, esta fase permitiu novo financiamento aos programas de empréstimos PPP e EIDL que ficaram sem dinheiro assim como novas fontes de financiamento para hospitais, prestadores de serviços de saúde e testes covid-19.
  • Embora considerado indispensável a implementação de um novo pacote de estímulo à economia, em suplemento ao CARES Act, o Senado e a House of Representatives continuam em profundo desacordo sobre o valor global da medida e quais os fins visados. No dia 1 de Outubro a Casa dos Representantes aprovou um novo pacote de estímulo de $2.2 biliões (trillion USD) que ainda não foi aprovado no Senado. A proposta de lei apresentada e aprovada pelos democratas na Casa dos Representantes, na generalidade, pretende:

    • Restabelecer o benefício de desemprego acrescido de USD 600 por semana até janeiro 2021.
    • Enviar um segundo pagamento direto de $ 1.200 para a maioria dos americanos
    • Dar USD 436 mil milhões de apoio ao longo de um ano para governos estatais e locais.
    • Autorizar mais dinheiro para uma segunda rodada de empréstimos do Programa empréstimo de Proteção ao Salário (“PPP loans”) para as empresas e setores mais afetados com a pandemia.
    • Enviar USD 25 mil milhões para as companhias aéreas para cobrir os custos das folhas de pagamento.
    • Injetar USD 75 mil milhões em testes de Covid-19 e esforços de rastreamento de contatos.
    • Colocar USD 225 mil milhões em educação e USD 57 mil milhões em creches/infantários (“child care”)
    • Reservados vários mil milhões para rendas de casa e assistência hipotecária.
  • O Presidente Trump assinou no dia 8 de Setembro uma “executive order” que prevê:

    - 1. Suspensão temporária de taxas que recaem sobre os salários inferiores a $100,000 (payroll tax cut), como contribuições para a segurança social, até dezembro; trata-se de uma medida voluntaria e pouco popular já que os impostos terão de ser pagos ao fim daquele período, e muitas entidades patronais consideram não oferecer esta possibilidade aos seus trabalhadores por requerer alterações processuais complicadas.

    - 2. Pagamento adicional de $300/semana, cumulativo com o subsídio de desemprego. Adicionalmente os estados poderão contribuir com mais $100;

    - 3. Suspensão temporária até 31 de dezembro de despejos residenciais, aplicada aos casos elegíveis, com o objetivo de reduzir a propagação do Covid-19l;

    - 4. Continuação da suspensão temporária do pagamento pelos estudantes dos seus empréstimos escolares federais, sem juros, até ao fim de dezembro.

 

PRINCIPAIS CONSTRANGIMENTOS NO MERCADO

Economia

  • Diagnóstico

    - A economia dos EUA sofreu a sua primeira recessão em mais de uma década, encerrando a maior expansão económica já registrada. A economia contraiu 5% no primeiro trimestre e 32.9% no segundo trimestre, o maior declínio já alguma vez registado. Esta é a crise económica mais grave desde a Grande Depressão.

    - Com a reabertura gradual da economia, dados recentes mostram que a recuperação económica já começou. Os relatórios da semana passada mostram uma forte recuperação na venda de casas, confiança do consumidor e na atividade industrial após quedas recorde no início do ano.
  • Prognóstico

    - De acordo com os especialistas, a economia dos EUA está na fase inicial de recuperação. À medida que a economia reabre, a recuperação inicial deverá ser rápida em forma "V", com um aumento do consumo interno. Embora se espere um PIB positivo na segunda metade do ano, a FED prevê uma contração da economia americana de 6,5% em 2020, e crescimento de 5% em 2021 e 3,5% em 2022.

    - No entanto, não se espera que a economia recupere rapidamente para os níveis pré-pandémicos. A recuperação da economia deverá ocorrer de forma "dois passos à frente, um passo atrás", em forma "W" à medida que o aparecimento de novos focos de covid-19 desaceleram os planos de reabertura e certas indústrias e regiões sofrem impactos remanescentes.

    - À medida que avançamos para 2021, após uma recuperação inicial e parcial do consumo e do investimento relativamente rápida, a economia deverá crescer a um ritmo moderado, mas sustentado. Este ritmo de recuperação será influenciado pelo desenvolvimento de uma vacina contra o Covid-19, que será essencial para que o consumo das famílias retorne aos níveis pré-pandémicos assim como a completa recuperação do mercado de trabalho.

Circulação

  • Neste momento ainda se aplica o “travel ban” à Europa, bem como a Europa o tem aplicado aos Estados Unidos. Só cidadãos americanos ou residentes portadores do “cartão verde” podem viajar para os EUA provenientes do espaço Schengen e Reino Unido.
  • Os constrangimentos que se continuam a verificar prendem-se com a capacidade de circulação de pessoas, principalmente no transporte aéreo, apesar de já terem terminado muitas das restrições para voos domésticos.

Reabertura da economia

  • Apesar de terem sido emitidas linhas de orientação Federais, cabe a cada Estado adotar a sua estratégia quanto ao processo de reabertura da economia. O que assistimos atualmente é um País com realidades muito distintas de Estado para Estado. Segundo a atualização feita a 4 de Outubro pelo jornal New York Times, 29 dos 50 Estados já têm a economia 100% aberta, 7 Estados estão neste momento num processo de reversão da abertura, 9 estados continuam a seguir o seu processo de reabertura, e 5 estados tem o seu processo de reabertura completamente em pausa. Alguns casos de destaque:

    - 1. O Texas é um dos Estados que está em processo de reversão da abertura. Com o caducar da ordem de “stay at home” no dia 30 de abril, o estado reabriu no dia 1 de Maio. Já no fim de Junho, um grande aumento de novos casos de infeção obrigou o Governador do Estado a fechar bares e a limitar a capacidade dos restaurantes novamente. No dia 3 de Julho foi feito um pedido para que os cidadãos ficassem em casa, e exigiu coberturas faciais em locais públicos em “counties” com mais de 20 casos positivos. A partir de 21 de setembro, restaurantes, lojas de retalho, ginásios, bibliotecas e museus foram autorizados a aumentar a capacidade para 75%.

    - 2. O Estado da Flórida inverteu neste ultimo mês de setembro a sua situação em que estava a aplicar uma reversão na reabaertura para colocar novamente a economia completamente aberta, embora que com algumas restrições na capacidade (50% ocupação máxima) para os restaurantes e bares.

    - 4. livreNo caso do Estado de Nova Iorque, continua o processo de reabertura, que entrou na fase 4 no dia 20 de Julho com restrições em bares e restaurantes. Desde o dia 28 de Setembro que os restaurantes e bares estão autorizados para operar com 25% da capacidade no seu interior, e segundo o plano, espera-se que no final do mês de Outubro aumente para os 50%.

    - 5. A Califórnia emitiu uma nova ordem de “shutdown” no dia 13 de Julho por tempo indeterminado para certos setores, sendo essa ordem mais restrita para certos “counties”. O governador Gavin Newsom estendeu o encerramento a todos os “counties” de atividades e operações internas nos seguintes setores: Cinemas; Centros de entretenimento familiar; Salas de jogos e bares e clubes. No final de agosto, o Estado apresentou um novo plano de reabertura e encerramento de municípios com base no nível de risco, o que permitiu a abertura de lojas de retalho e cabeleireiros em certos locais.
  • A atividade portuária nos EUA está neste momento aberta e em pleno funcionamento. Apesar das muitas restrições de segurança, os registos de volume de carga já estão nos níveis pré-covid 19.
  • No dia 22 de junho o Presidente Trump emitiu uma ordem de bloqueio aos "green cards" para quatro categorias de vistos "não-imigrantes". A ordem também pode bloquear os vistos H-1B e tornar mais difícil para as empresas internacionais transferir executivos estrangeiros para os EUA.

Consumo

  • Ainda não é possível aferir ao pormenor os hábitos nas mudanças de consumo, sendo que tal irá beneficiar umas indústrias e prejudicar outras. Como tem sido apontado, os bens essenciais tiveram um aumento na procura, ao passo que os bens não essenciais tiveram uma forte quebra. Contudo, muitas projeções indicam que a probabilidade de existir uma forte mudança nos hábitos de consumo no prazo de 1 a 2 anos possa não ser significativa nem de registo.
  • O Índice de Confiança do Consumidor disparou em setembro depois de ter caído em Agosto. O Índice está nos 101,8 (1985 = 100), bem acima dos 86,3 registados em agosto. O Índice de Expectativas – que tem por base as perspetivas de curto prazo dos consumidores para o rendimento, negócios e condições do mercado de trabalho - aumentou de 86,6 em agosto para 104,0 em setembro.
  • As vendas do retalho sofreram um crescimento moderado de 1,2% em Julho quando comparados com os aumentos verificados em Junho (8,4%) e Maio (17,3%) quando se iniciou a reabertura da economia na generalidade dos Estados.
  • Em Agosto, o índice de preço no consumidor subiu 0,3%, o que representa uma diminuição relativamente aos 0,5% registados nos meses de Julho e Junho que representaram o maior aumento desde Agosto 2012. Prevê-se que a tendência da inflação se mantenha inalterada ou com variações pequenas.
  • Em Julho, as vendas de casas aumentaram 24,7%, estabelecendo um novo recorde. O preço médio por casa (USD 304.100,00), que também estabeleceu um novo recorde, aumentou 8,5% face ao ano anterior. Este aumento na compra de casas deve-se às baixas taxas de juro e ao facto de muitas famílias em regime de teletrabalho procurarem melhor qualidade de vida fora das grandes cidades. O aumento do preço médio por propriedade deve-se ao fato de existirem menos casas no mercado para venda (a oferta diminuiu 21,5% em relação ao ano anterior).
  • O impacto do Covid-19 continua de uma forma sistemática e indiscriminadamente a causar disrupção no sector de retalho. Por exemplo, no caso de sector de vestuário, um dos grandes principais afetados, empresas de grande dimensão  estão a encerrar um número muito elevado de estabelecimentos ou abrir processo de falência. Tal é o caso de grandes cadeias de retalho como o Men's Warehouse, New York & Co, JC Penney, Neiman Marcus, Brook Brothers, etc.

Desporto

  • Alguns dos principais eventos desportivos que foram “adiados” já regressaram sem público nas bancadas (ou com grandes limitações) como por exemplo a Liga Futebol Norte-Americana (NFL), ou as ligas norte-americanas de Basquetebol (NBA), Baseball (MBL) e futebol (MSL).

Mercados Financeiros

  • Até ao dia 2 de Setembro, os mercados financeiros nos EUA continuaram numa rota de crescimento imparável, tendo os principais índices atingido novos máximos históricos. O S&P500 chegou aos 3580 pontos, e o NASDAQ aos 12420, o que representaram respetivamente subidas de 60% e 77% desde o “bottom” registado nos mercados no dia 23 de Março de 2020. Nesta recuperação, a tecnologia foi o setor que mais se destacou, derivado da expetativa do aumento da penetração do digital na nova realidade em que vivemos, e que se veio confirmar no lançamento dos resultados trimestrais pela maioria das empresas tecnológicas referentes ao 2º trimestre de 2020. Foi uma recuperação histórica e com muita volatilidade que foi extramente alavancada pela política monetária agressiva da Reserva Federal, e pelos pacotes de estímulo financeiro conduzidos pelo Governo Americano. No dia 2 de Setembro, os mercados finalmente abrandaram a rota de crescimento, e conheceram uma quebra/reajuste tendo o S&P500 caído cerca de 200 pontos, e o NASDAQ cerca de 1150, isto até à data de 14 de Setembro de 2020. Contudo ambos continuam em avaliações superiores aos níveis pré-pandémicos.

Emprego

  • De acordo com o relatório do emprego publicado pelo US Department of Labor no dia 1 de Outubro referente à semana de 20 a 26 de Setembro o número das reivindicações de desemprego ajustado sazonalmente foi de 837,000, um decréscimo de 36.000 do nível revisto da semana anterior. Nos últimos 6 meses, foram preenchidas mais de 55 milhões de aplicações para o fundo de desemprego
  • De acordo com o mais recente relatório mensal de dados oficiais publicados pelo US Bureau of Labor Statistics no dia 2 de Outubro, a taxa de desemprego nos EUA voltou a cair para os 7.9% (8.4% em Agosto, 10.2% em Julho, 11.1% em Junho e 13.3% em Maio). Após ter recuperado 2.8 milhões de postos de trabalho em Agosto, voltou agora em Setembro a recuperar mais 1 milhão de empregados No entanto, embora a taxa de desemprego tenha vindo a diminuir com a reabertura da economia, estes 7.9% ainda representam cerca de 12.6 milhões de desempregados. O relatório também informa que no mês de setembro registaram-se ganhos notáveis nos níveis de emprego nos setores de lazer e hospitalidade, no comércio a retalho, na saúde e na assistência social, e na área de serviços profissionais.

Construção / Indústria

  • De acordo com uma pesquisa da "National League of Cities Survey", mais de 700 cidades nos EUA planeiam adiar ou cancelar projetos de infraestrutura projetados para 2020, após a análise ao impacto financeiro que as medidas de combate à propagação do vírus deixaram nos orçamentos. O estudo que colecionou dados de 1 100 municípios de todos os 50 estados, mostra que 1/3 dos inquiridos planeiam agora atrasar ou cancelar a compra de equipamentos, o que pode atrapalhar a atividade comercial local entre empresas. A maioria das cidades reportou como seu maior custo inesperado nos últimos meses a compra de equipamentos de proteção individual e a contratação de serviços de desinfeção para limpeza de edifícios públicos.
  • A construção de casas voltou a aumentar em Julho (18.8%) relativamente a Junho (17,3%) resultante da reabertura da economia na maior parte dos estados americanos. Também, os pedidos de construção de casas subiram 2,1%, o que significa mais 1,24 milhões de unidades. Estes pedidos representam mais atividade no futuro o que está em par com o sentimento de retorno da economia.
  • O índice de produção industrial ISM Manufacturing PMI para os Estados Unidos caiu para os 55,4 pontos em setembro de 2020, de 56 em agosto, registando um valor abaixo das expectativas do mercado que era de 56,4 pontos. Após registarem-se 4 meses consecutivos de crescimento, a produção industrial caiu ligeiramente. Uma desaceleração face ao mês de agosto foi observada em novas ordens (60,2 vs 67,6), produção (61 vs 63,3) e entregas de fornecedores (59 vs 58,2).

Saúde

  • Laboratórios clínicos nos EUA confrontam-se com a falta de capacidade de resposta perante uma procura quase ilimitada de testes devido ao aumento extraordinário de casos de Covid-19 com algumas situações a demorarem até duas semanas para obtenção de resultados.

 

NOVAS OPORTUNIDADES DE NEGÓCIO DECORRENTES DO PÓS-COVID E CONSELHOS ÚTEIS ÀS EMPRESAS

Neste momento, continua a existir uma procura elevada de produtos de proteção individual e produtos e serviços inovadores que ajudem a mitigar as consequências da pandemia, bem como de todos os bens considerados essenciais (produtos alimentares, de limpeza e higiene) e do sector da tecnologia (todos os serviços relacionados com a digitalização da economia e mobilidade virtual).


Ecommerce

  • A pandemia COVID-19 provocou mudanças profundas no comportamento do consumidor, que não irão desaparecer completamente. Nesta altura, em que a reabertura da economia está a começar de forma faseada e existem muitas incertezas quanto ao futuro, ainda não e possível determinar com exatidão todas as oportunidades decorrentes do Covid-19. No entanto, o e-commerce e a digitalização são e serão, por exemplo, aspetos imprescindíveis para o futuro das empresas.
  • E-commerc, E-commerce, E-commerce. Os constrangimentos provocados pela COVID-19 na circulação de pessoas vieram a provocar um crescimento exponencial no e-commerce. Daí que as maiores oportunidades que decorreram desta pandemia concentram-se na vertente digital. As empresas devem (se ainda não o fizeram) adaptar-se o mais rapidamente possível a esta nova realidade. O e-commerce já representa mais de 25% de todas as transações comerciais.

Setores de crescimento

  • De acordo com o U.S. Bureau of Labor Statistics, em Agosto, os sectores da economia com maior crescimento em termos de emprego foram os do retalho, serviços profissionais, entretenimento e hotelaria, educação e serviços de saúde - https://www.bls.gov/news.release/pdf/empsit.pdf
  • A grande maioria das feiras, tradeshows e conferências no mercado americano não se irão realizar este ano, apesar de algumas terem sido adiadas para o final do ano. Confirme todos os detalhes do evento e se irá efetivamente realizar-se, bem como prepare com cuidado todos os detalhes da sua visita.

Tecnologia

  • Tente beneficiar da grande abertura do meio empresarial para videoconferências e meetings virtuais. Esta pandemia obrigou todas as empresas a recorrer à tecnologia digital para desenvolverem os seus negócios. Esta nova realidade representa uma oportunidade para que as empresas possam abordar o mercado remotamente e abrir algumas portas sem os elevados custos de deslocação tradicionalmente associados. No entanto maiores investimentos terão que ser feitos na capacidade das empresas em apresentarem/promoverem os seus produtos virtualmente, recorrendo a técnicas de AR e VR (Augmented Reality e virtual reality).
  • No setor tecnológico tem existido um forte apoio à inovação de soluções que ajudem no combate à propagação da covid-19, particularmente em soluções de rastreamento de casos e que criem eficiências na limpeza pública.
  • Apps para educação online: instituições de ensino em todo o mundo foram forçadas a desligar e a mudar para programas de aprendizagem online. Esta crise desencadeou um boom online para o setor educacional. De acordo com as estatísticas, os downloads de aplicações educacionais aumentou em março de 2020 quase 300%. O aumento exponencial no curto-prazo está relacionado com a emergência atual, contudo acabou por começar a preparar o mundo para o futuro próximo.
  • Serviços de consultoria médica facultados remotamente, bem como de médicos e enfermeiros on-demand, isto é, chamadas ao domicílio.

Sustentabilidade / Green Products

  • A Tendência do crescimento das preferências do consumidor americano para produtos promotores de práticas sustentáveis e responsabilidade ambiental não foi afetada pela crise do covid-19. Aliás muitos consumidores confrontados com uma realidade de consumo em casa viram um acelerar desse crescimento, exemplo: produtos alimentares orgânicos. O lema da sustentabilidade e aproveitamento de produtos verdes pode ser explorado por múltiplos setores / indústrias.

 

SITES RELEVANTES A CONSULTAR

Medidas do Governo Americano de combate à COVID-19 e o respetivo impacto económico

Site do US Department of Health and Humarn Services:
CDC - Center for Disease Control and Prevention

Site do Governo:
Coronavirus Help for Small Business

Estudo sobre a perspetiva da evolução da economia Americana, publicado no dia 11 de Agosto 2020: https://www2.deloitte.com/us/en/insights/economy/us-economic-forecast/united-states-outlook-analysis/august-2020.html

Projeções economicas 2020 e 2021 do Congressional Budget Office: https://www.cbo.gov/publication/56368

Artigo do World Economic Forum: It could take three years for the US economy to recover from COVID-19 https://www.weforum.org/agenda/2020/03/economic-impact-covid-19/

The Balance: US Economic Outlook, 12 setembro https://www.thebalance.com/us-economic-outlook-3305669

Fonte de Informação que rastreia o número de casos e evolução da situação pandémica nos EUA: https://www.washingtonpost.com/graphics/2020/national/coronavirus-us-cases-deaths/

Fonte de informação de alertas e avaliação de risco sobre a situação da Covid-19 nos segmentada por estado: https://covidactnow.org/?s=54069

Mapa interativo e atualizado semanalmente sobre o estado de reabertura da economia americana por cada Estado:
https://www.nytimes.com/interactive/2020/us/states-reopen-map-coronavirus.html

Texto template inserido por JS

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